Está cada vez mais complicado adquirir um terreno vazio nas grandes cidades do Brasil, ainda mais que pertença a um zoneamento que permita a realização de grandes construções. Assim, ainda na pesquisa do local é fundamental ter em mãos todas as informações básicas da área, para que seja possível desenvolver um estudo de viabilidade do que pode e o que não pode ser construído no terreno.

Mas isso ainda não te dá a garantia de que todo processo de construção será realizado sem transtornos ou sinistros. Um quesito muitas vezes negligenciado por construtoras e incorporadoras é a segurança de terrenos. E esse pode ser um ponto chave para o bom andamento do início à conclusão da obra. Podemos começar respondendo a uma pergunta simples:

Para realizar a segurança de terrenos sua empresa utiliza-se de segurança humana? Se a resposta for sim, então a situação é alarmante e ao longo desse artigo você vai entender o porquê.

Para falar sobre esta tendência crescente no mercado nacional, o Gestor de Segurança, Diogo Henrique, explica as desvantagens de não se investir corretamente na segurança de terrenos onde se planeja iniciar uma obra ou empreendimento.  Ele conta que muitas construtoras e incorporadoras sofrem com seus terrenos quando não tomam medidas simples de preservação e segurança, visando inibir ameaças de invasões, por exemplo.  Os relapsos envolvem a falta de manutenção, vegetação alta e acúmulo de lixo e animais, que acabam oferecendo um ambiente propício para o tráfico e consumo de drogas ou abrigos, por se tratar de um terreno baldio e sem monitoramento.

Ainda segundo Henrique, outro ponto nevrálgico são as invasões por movimentos sociais, que acabam ocupando espaços vazios sem segurança. O terreno vazio é o local ideal para ocupações de moradia e rápidas construções de barracos e casas improvisadas. “De acordo com a legislação a Polícia Militar tem até 24h para retirar invasores de terrenos particulares. Sendo assim, é possível fazer um Boletim de Ocorrência, ligar no 190 e solicitar a ação da polícia e dos órgãos públicos”, destaca.

No caso de uma ocupação com mais de 24h só é possível retirar os invasores mediante ação judicial de reintegração de posse, o que gera um trabalho mais desgastante e oneroso para a construtora ou incorporadora, e pode gerar um atraso no início das obras, além do recuo na implantação do canteiro e, por conseguinte, a quebra de cronograma dos stands de venda e finalização do empreendimento.

Por estas e outras razões é importante já ter em mente o projeto, visando a proteção do perímetro do terreno que foi adquirido, criando um plano de segurança desde o início, com recursos eletrônicos de monitoramento 24h, sem deixar de lado o recurso de rondantes com motocicleta nas áreas internas e externas, com a intenção de mitigar invasores e prevenir ocorrências futuras.

Três pilares da segurança

De acordo com o especialista, a segurança precisa se estabelecer em três pilares:

•      Recursos humanos;
•      Recursos técnicos (físicos e eletrônicos);
•      Recursos organizacionais.

Quando falamos de Recursos Humanos estamos falando de ronda físico presencial – para realizar a verificação do terreno, observar se o perímetro não tem nenhuma vulnerabilidade de intrusão. Esse serviço também serve como pronta-resposta em caso de qualquer vulnerabilidade que esteja acontecendo.

Os Recursos Técnicos se dividem em: Recursos Físicos (Tapumes, muros, concertinas, alvenarias diversas) e Eletrônicos (Câmeras, DVRs, Alarmes, Sensores magnéticos de porta, Sirenes, Giroflex etc.). Eles permitem verificar se o perímetro está seguro. No caso de terrenos murados é possível apurar se não há falhas estruturais nos muros, ou no caso de tapumes, se há algum sinal de vandalismo. Ainda nesse pilar, não podemos esquecer dos equipamentos eletrônicos que oferecem vigilância 24h, com câmeras posicionadas nos acessos ao terreno, com monitoramento remoto por uma CCO – Central de Controle de Operações, verificando e inibindo possíveis intrusões, permitindo em casos de invasão ou anormalidade o acionamento de Sirene e Giroflex à distância, além da Policia Militar, Polícia Civil ou Prefeitura.

Para cada terreno é possível criar estratégias diferentes, dependendo do análise e nível de risco, que a construtora ou incorporadora dará ao local, e o quanto está disposta a proteger seu espaço. Levando em consideração a localização e região onde o terreno se encontra é possível incluir no Projeto de Segurança recursos como câmeras 24h, ronda, sensor de presença.

Quando falamos de recursos organizacionais, destacamos a importância de se organizar um arquivo com toda a documentação legal necessária para apresentar aos órgãos responsáveis para iniciar os processos como o de retomada de posse, por exemplo, se necessário.

O Gestor de Segurança afirma que não é necessário um investimento muito alto para o serviço. Tudo depende de quanto a construtora quer investir.

“É primordial que esses detalhes façam parte do Plano Diretor de Segurança, porque o foco principal está na entrega do empreendimento com a finalidade de mitigar os custos para construtora ou incorporadora. Então, se começarmos cedo, fazendo toda a manutenção, cuidando do monitoramento do terreno, quando a obra for implantada já haverá alguns recursos implantados, tanto na parte física, quanto na parte eletrônica incluindo o CCO e monitoramento, por exemplo. Além disso, definidos os locais das obras, automaticamente é possível fazer o mapeamento de como poderá ser feito esse tipo de otimização dos recursos”, aponta Henrique.

Geralmente as construtoras e incorporadoras acabam não dedicando muita atenção à segurança dos terrenos, focando todo seu esforço na atividade de construir e vender o negócio. Por esta razão, contar com uma Consultoria Especializada em Segurança faz toda a diferença. Além de cobrir pontos que não estão sendo considerados no planejamento do empreendimento, o acompanhamento dos profissionais permite uma série de benefícios como otimização de recursos, evitar vandalismo, prever vulnerabilidades, e impedir furtos.

Todas as técnicas e recursos apresentados aqui visam substituir a segurança humana, trazendo como resultados uma maior efetividade e redução dos custos. Além disso, vale destacar que esse recurso ainda é comumente adotada por algumas incorporadoras, que vivem uma limitação técnica para fazer a proteção de terrenos, já que a extensão os perímetros é extensa, ou seja, é humanamente impossível um segurança dar conta de proteger uma grande área, e com isso acabam trabalhando em condições insalubres. Muito mais do que realizar uma análise de riscos, a Consultoria terá um papel primordial na hora de identificar os fornecedores mais capacitados para cada demanda, considerando de modo estratégico pontos importantes como a instalação e manutenção de equipamentos por exemplo. Tudo dentro de um planejamento completo de segurança. Pense nisso antes de tomar qualquer decisão.