Tem assunto que parece peão-nó-cego. Se esconde no meio dos outros e você nunca o percebe. Este, sobre a competência de quem lança o concreto da estrutura, é um deles.

Proponho mudança e sempre tenho conseguido fazer diferente com mais assertividade. No tempo do guaraná de rolha, o concreto era produzido na obra, pela “equipe do concreto”, formada por pedreiros e ajudantes; a forma e armação era com a “carpintaria”, formada por carpinteiros e armadores. A matéria prima era tábua de pinho e o aço vinha em barras de 12 metros.

Estas duas especializações eram muito valorizadas devido o conhecimento envolvido. Tudo era resolvido na obra, entre os carpinteiros e os armadores. Aqui se formavam os mestres e daqui saíram as empresas de forma de painel batido.

O fornecedor do aço passou a entregar a armadura pronta e a concreteira substituiu a “equipe do concreto”. Substituiu parcialmente, porque não levou a turma de espalhamento e a largou pagã no canteiro. Esta era e continua sendo a equipe mais desqualificada no processo.

Este problema foi transferido para a “Carpintaria”, mas continuou sendo o patinho feio. Vieram as bombas e as coisas mudaram nas aplicações das pequenas obras de periferia, mas as construtoras não perceberam. Chegaram os “Place-boom” para alinhar o assunto, mas também ainda não provocou o mercado das construtoras.

A competência de lançar o concreto da estrutura é da concreteira. À ela compete o trabalho de concretagem, que envolve a produção, entrega bombeamento, coordenação e o espalhamento, totalizando o processo. E seja por questão legal, para a definição da responsabilidade, ou por questão de qualidade, de gestão ou outro motivo qualquer, esta é a lógica.

E o canteiro é um monumento ao pensamento lógico!

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Consultor de concreto na PETRONILHO & ENGENHEIROS ASSOCIADOS Petronilho tem uma vida inteira dedicada à tecnologia do concreto e à viabilidade de suas aplicações. Com uma equipe de engenheiros altamente especializados na disciplina, atua como consultor no mercado urbano de edificações, nas obras industriais e de infra-estrutura no Brasil, e dedica especial atenção aos projetos em concreto arquitetônico em diversos países. Foi um dos pioneiros no manejo de grandes volumes de concreto massa refrigerado no Brasil, com a construção de barragens e portos. Na última década tem se dedicado ao estudo, divulgação e emprego do concreto durável, cuja expectativa de vida saudável, sem patologia, chega aos 100 anos. O foco do trabalho é a viabilização financeira do empreendimento com o uso da inovação na construção. Consultor de tecnologia do concreto; consultor de engenharia, portos, aeroportos, grandes projetos de arquitetura, concreto gelado, concreto impermeável, concreto anti-radioativo, ressonância magnética, concreto sub-aquático, sistemas construtivos.

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