hand of architect working on table with tablet computer and working tool equipment against reflection of office building and crane construction for civil engineering and construction industry business

Com certeza se você é profissional da área de engenharia ou arquitetura, já ouviu esta pergunta uma centena de vezes, no caso dos arquitetos a ofensa foi em dobro.

Agora se você não é da área e precisou de um serviço de um profissional da área da construção, talvez já tenha feito esta pergunta a alguém. Pois bem este artigo é direcionado para você que busca um profissional, seja para uma reforma, construção ou manutenção de algum sistema, e de forma direta, vamos esclarecer desde já, você está cometendo um erro e por analogia vamos explicar.

Imagina que seu filho esteja com gripe e você sem um plano de saúde o leva a um médico particular, você pergunta para ele “doutor quanto o senhor cobra por uma receita médica?” .

Acreditamos que não, pois saiba um documento de responsabilidade técnica, que para o engenheiro se chama ART e para os arquitetos RRT, por isto você ofendeu duas vezes conforme descrevi no início, este documento nada mais é que um registro de sua responsabilidade sobre uma intervenção, ou seja o documento não deve ser cobrado, e sim a obra ou trabalho do profissional, assim como para o médico que cobra a consulta e não a receita, por isto nossa analogia.

Bom agora que explicamos aos contratantes, que é errado o modo de perguntar o valor de um trabalho de um profissional técnico, infelizmente, somos obrigados a explicar para que você fuja de maus profissionais, que sabendo desta dúvida da sociedade, se coloca como vendedor de responsabilidade técnica, ao ponto de colar em postes ou criar páginas na internet, onde em uma pesquisa de 1 minuto, é possível encontrar, por preços irrisórios, com entrega em até 2 horas, isto é contra o definido pelos conselhos profissionais tanto de engenheiros (CREA), como os de arquitetos (CAU) em suas regras da profissão.

Mas caso o contratante esteja justamente em busca de “dar este jeitinho”, saiba que em nada está contribuindo para que este País entre nos eixos, e contribuindo com uma máfia de maus profissionais, que destroem os trabalhos de pessoas serias que se dedicaram anos a fio, estudando e se preparando e que todo dia, emitem propostas e orçamentos, e são comparados, com contraventores, em seus valores.

Um profissional, para realizar um trabalho, precisa tomar ciência do escopo do serviço o qual está sendo contratado, executar um projeto, levando em conta diversos aspectos técnicos, desenvolver um projeto e ser responsável pelo seu trabalho por muitos anos, no caso do executor, o mesmo tem que analisar, estudar a melhor maneira de execução, garantir a segurança da mão de obra que irá realizar, e efetuar a gestão do processo.

Ou seja, é impossível fazer em 1 minuto e muito menos cobrar por uma “ART” ou “RRT” um valor que  seja poucos reais acima do que ele mesmo paga para emitir, o qual possui variação no Brasil, mas em linhas gerais e como exemplo custa em média R$ 80,00, ou seja se ele vende o documento por R$ 200,00 como já vimos, ele na verdade preenche  o documento e emite, e seu ganho será na repetição deste delito, pois deve fazer umas 10 vezes por dia, ou seja ele ganha, R$ 24.000,00 por mês, trabalhando de segunda a sexta, e você pode estar contribuindo com esta contravenção.

ARTilegal

Mas saibam, que no caso de um passivo, o mesmo poderá se isentar, pois o modo que ele preenche o documento, muitas vezes não o atrela a intervenção que pode gerar o problema, pois ele sabe usar as palavras e o documento é genérico.

Conforme dados de empresa que presta assessoramento para as análises de solicitações de reforma, e nosso conhecimento pois somos o responsável pelo texto base e contribuímos na construção e sua edição, mas que não será engano falar que 95% dos documentos que analisamos estão preenchidos errados, ou seja a pessoa que contratou, foi enganado, o síndico caso não conte com assessoramento para análise reforma, corre enorme risco de ser levado ao erro, pois não basta um documento de responsabilidade, o mesmo tem que estar devidamente preenchido para ter valor.

Também em obras de manutenção, muitas delas demandam profissionais habilitados, com respectivos documentos, recolhidos antes mesmo da execução do trabalho, mas que não é incomum ser ignorado, ou documentado de forma errada.

Outro ponto são empresas, que não possuem profissionais habilitados, conforme descreve a legislação e que compram neste mercado clandestino, documentos que passam a sensação de seus trabalhos estarem aderentes.

Para encerrar, explicamos que o título, deste artigo, visa mesmo chamar atenção ao problema, e como prática da CONDOMÍNIO EM ORDEM, levar conhecimento a síndicos, administradora e moradores, de condomínio, para que entendam como os assuntos técnicos, devem ser tratados e muitas vezes como não ser enganado.

rsoassessoria

Outro assunto interligado, que convidamos a leitura é sobre  A INDÚSTRIA DE LAUDOS EM CONDOMÍNIOS, onde abordamos o problema em decorrência de maus profissionais como os descritos aqui, e que o conhecimento é a melhor solução.

 

45 COMENTÁRIOS

  1. Está correto o texto.
    Entendo que em hipótese alguma o profissional deva emitir uma ART sem se envolver diretamente no projeto. Responsabilidade técnica é coisa séria.

  2. Há aproximadamente 18 meses trabalhava com uma garota que é técnica em edificações, assim como eu, na época eu era o coordenador do laboratório em que trabalhávamos, como estava próximo de seu casamento ela começou a “arrecadar” um extra para cobrir as despesas “vendendo” ART no condomínio que ela iria morar, 6 torres.
    3 meses depois fui demitido e pensei em fazer o mesmo e fui atrás para ver os procedimentos, me esbarrei na NBR 16280 e se não me engano, somente engenheiros e arquitetos podem emitir ART’s para reforma, desisti, pois não era legal.
    Mas diversos condomínios preferem pagar por um documento e se acontecer um acidente ele estará livre de responsabilidade, as vitimas? Dizem ser fatalidade.

  3. Prezado Ronaldo
    Esse tipo de artigo deve ser repetido pelas Escolas de Engenharia todo final de curs
    Sabemos que é crime profissional punido pelo CREA mas o leigo desconhece, ou finge desconhecer a gravidade de tal infração.
    Talvez uma Lei federal pudesse ser estudada para punir o compartilhador de tal ação.

  4. Achei interessante, pois como Engenheiro Civil, já me deparei com profissionais da minha área dentro desse contexto. Muito “pompa e circunstância”, cobrança do serviço alto, execução de obra que é uma vergonha para um Engenheiro (e já comentei face a face com colegas de grandes “Incorporadoras” sobre essa vergonha que me atinge em cheio), etc… Quanto aos meus posts eu coloco que todos os serviços de Perícias, Avaliações, Orçamentos, etc., são acompanhados por ART e NF. Em nenhum momento me passou “cobrar” ART. Primeiro que ela tem valor fixo para cada serviço. Efetuo Laudos, mas os mesmos demoram cerca de 3 a 5 dias por que sou o sujeito que não deixo serviço sobre a mesa. Fico ansioso em liberar o laudo e satisfazer o cliente, mas sempre acompanhado e muita pesquisa (mesmo) e evitando afirmar “asneiras”. Não tive um cliente que seja que reclamou… (não estou escrevendo isso aqui por me identificar com a “coisa” acima, muito pelo contrário, fico ate “bravo”). Quanto a valores, esse acima é uma bela concorrência. E colocar em Poste??? Que pobreza ou Desespero (está matando cachorro a grito?)… Enfim… Existem Bons e Maus Profissionais, especialmente os últimos que estão preocupados com “dinheiro rápido” os quais apelido de “mercenários”… Se eu fosse isso, nos idos dos anos 90 tinha aceitado trabalhar naquela Empreiteira enrolada com a Lava-jato… A Bambam do mercado nacional e internacional… Me jogaram na cara que eu era “bom demais” para a empresa. “você é muito honesto e perfeccionista”, pode? E foi na cara mesmo, á queima-roupa… Fiquei atordoado. Hoje dou Graças a Deus… Sim! Trabalhei em “empreiteiras” e me deparei com toda essa corrupção imensa e efetuada por Engenheiros, que é o pior… Meu problema é que não sou Brasileiro… Vim de um outro mundo (que não existe mais) onde Honra e Honestidade eram a base da tua educação… Enfim, eu que estou errado…

    • Jesus te abençoe!!! Já passei por isso. Pedi as contas da Megaconstrutora que tem até código de Ética e conduta (FACHADA). me disseram que se eu continuasse ser honesto ficaria louco e passaria fome, bom, ainda estou vivo. Glória a DEUS>

  5. a ART tem que ser emitida pelo CREA (% sobre custo obra), normalmente o engenheiro se torna amigo da construtora ou cliente e quem se benificia do valor ART é o CREA, nada mais justo de o engenheiro ou arquiteto assinar e cobrar suas custas a parte, ficando obrigatório o cliente pagar e obter documentação junto ao CREA

  6. Perdão, se escrevi “não sou Brasileiro”. Não estou denegrindo a Nacionalidade em momento algum. Mas aqui me deparei, em especial, nas duas ultimas décadas com essa “vontade de ganhar dinheiro de maneira fácil e agressiva” (corrupta). Cheguei ao Brasil nos idos anos 70 e era tão bom trabalhar nas empresas. Havia algo chamado de “moral” (hoje considerado algo fora de moda), confiança e fidelidade ´a empresa e vice-versa. Nos incentivavam a ir para a Faculdade, seja qual curso fosse. Era importante para a empresa manter seus funcionários e em especial graduados. Hoje, ´´e bem difícil encontrar algo do tipo. ´´E tudo por dinheiro e quero mais e mais. Quanto ´´a ART, ja na faculdade que estudei, tinha uma aula chamada “CREA”. O engenheiro, funcionario do órgão em questão, nos ensinou tudo sobre a RESPONSABILIDADE T´´ECNICA. Engenheiro não ´´e mais um cidadão comum. Ha que ter porte e nunca falar palavrão… E como tem engenheiro pronunciando palavrão. Enfim… Foi so sobre a Nacionalidade do meu comentario anterior… (Obs.: estou com problema na acentuação das palavras)

  7. Muito boa a matéria e de suma importância, pois muitos correm atrás de Engenheiros ou Arquitetos, para simplesmente assinar um documento e pergunta o valor, pensam que é simples assim, lá na frente quando surgir algum problema com a obra, o contratante simplesmente joga nas costas de quem assinou o documento.
    Quando nós cobramos pro um projeto ou algo similar, as pessoas acham caro, mas esquecem que ralamos e nos esforçamos para nos formarmos.
    Por isso nãos e venda, haja com Ética, Responsabilidade e Cidadania.

    Att.

    Valdir Tavares
    Técnico em Edificações

  8. Estamos aqui lendo um artigo, que reitera um problema conecido e amplamente discutido, mas a causa deste problema, está arraigada na nossa sociedade, e por isso não se soliuciona sem a completa evolução educacional das pessoas e das instituições.
    Os exemplos que temos de impunidade, de falta de legislações de uso do solo, de instituições públicas que também utilizam-se do: Quero comprar uma aprovação! Quanto custa?.
    Vemos que o problema é das pessoas, tanto dos que querem uma “agilidade” na “burrocracia” pública, outros pela “certeza da “impunidade”. Bastaria que fizéssemos apenas o correto.
    Vemos que para se trabalhar corretamente, enfrentamos a dificludade das legislações, para a”venda” da facilidade e impunidade dos envolvidos.

  9. Excelente texto.
    Infelizmente é uma prática recorrente a venda de ART. Isto desqualifica muito o profissional e pode trazer prejuízos em várias escalas. Ética e profissionalismo em primeiro lugar sempre!

  10. É uma ferida aberta. Existem profissionais que se vangloriam de “vender” ART / RRT! Já fui consultado sobre o assunto diversas vezes e, quando respondo que só emito RRT para serviço efetivamente prestado, em geral o cliente procura outro profissional. Poucos são os que entendem o significado de “responsabilidade técnica”. É preciso que os conselhos façam amplas campanhas de esclarecimento aos contratantes de serviços de engenharia e arquitetura.

  11. Dentre outras responsabilidades, o engenheiro executor da obra deve providenciar o tipo de fundação mais adequado, optar pelo melhor tipo de estrutura, encontrar soluções de paredes de vedações mais compatíveis. Deve ser conhecedor e fazer valer o uso das normas ABNT, precisa saber sobre as leis trabalhistas, conhecer a resistência dos materiais mais apropriados, mitigar os riscos de acidentes do trabalho…. Com tudo isso, como alguém pode ficar em paz ao assinar uma ART para vendê-la, sem ter o poder de fiscalizar ou de decidir?

  12. O certo era acabar com o Crea que não serve pra nada além de cobrar anuidade….qual o serviço que o Crea presta em favor do Engenheiro??? Vai fiscalizar as obras apenas após os acidentes…..fim do CREA….quer ganhar dinheiro na moleza …vão trabalhar e parem de me encher o saco pedindo votos….vamos acabar com essa mamata…..

  13. Creio que há uma classe que cobram a emissão da ART, mas o que devemos observar não é a cobrança e sim a consultoria que é prestada pelo engenheiro. Considero sempre uma cobrança pelos meus serviços e após análise e visita a obra, aí sim que são emitida as ART’s.
    Quando assim é feito, não vejo problema, agora o profissional cobrar a responsabilidade técnica sem conhecer o projeto, aí sim deve ser avaliado; há controvérsias, pois se não cobrar como o profissional consegui pagar o valor da anuidade, que por sinal, é um absurdo o valor cobrado.

  14. Senhores e Senhoras, o técnico em edificações hoje atrelado ao Sistema Confea / CREA, tem suas atribuições bem limidas, mas este profissional pode ser responsável técnico por reforma ( Item 02), e sem área de limite . Vamos pesquisar os direitos deste profissional. Ja esta aprovado um novo conselho dos técnicos ,e acho que e breve teremos boas noticias para os profissionais tecnico

    Tenho formação de técnico em edificação como registro no CREA SP. Estou solicitando a inclusão das atribuições da PL 0302/2008 do Confea, aos meus atributos profissionais como tecnico em edificações.

    NORMA DE FISCALIZAÇÃO DA CÂMARA DE ENGENHARIA CIVIL N 08 DE
    27 DE MARÇO DE 2013.
    NORMA PARA FISCALIZAÇÃO sobre a responsabilidade técnica e limites
    referentes aos profissionais Técnicos de 2 grau da área de Engenharia Civil, na
    modalidade Edificações, COM ATRIBUIÇÕES DO DECRETO n 90.922/85, e em
    COMPLEMENTO a PL 0302/2008 CONFEA , o Técnico de 2 grau;
    01 – Poderá assumir a responsabilidade técnica e a execução de estruturas tais como sapatas de concreto armado , radier, sapata corrida de concreto armado, vigas baldrames, pilares , vigas, lajes e alvenaria armada , desde que a área construida da edificação não ultrapasse aos 80 m2 e não constitua conjunto habitacional;
    02- Poderá assumir a responsabilidade técnica, por reformas , desde que não ocorra interferência nas estruturas existentes;
    03- poderá ampliar edificações existente, mesmo que esta tenha área construida
    superior a 80 m2, desde que a ampliação não interfira na extrutura existente , e a área ampliada seja de até 80m2;
    04- Poderá executar atividade de desenho técnico;
    05- Poderá se manifestar mediante laudo sobre questões referentes exclusivamente à edificação de até 80 m2, NÃO PODENDO EMITIR laudo judicial – conforme art 145 da lei federal n 5.869/73 ;
    06- Poderá assumir a responsabilidade técnica de edificações assobradadas, até o limite de 80 m2 de área construida total, desde que não constitua conjunto
    habitacional;
    07- Poderá regularizar edificação inciciada e não concluída, que tenha área construída até 80 m2 e que não constitua conjunto habitacional.
    08- Poderá assumir a responsabilidade técnica , por projetos complementares,
    hidráulica, elétrica etc, e execução dos mesmos desde que a edificação não ultrapasse 80 m2 e não constitua conjunto habitacional;
    09- Poderá fazer desdobro e unificação de lote , não podendo assumir a
    responsabilidade técnica de edificação germinada, quando a área construida for
    superior a 80 m2, para posterior desdobro do lote.
    10- NÃO PODERÁ fazer desmembramento ou remembramento, conforme Decisão Normativa n 47/92 CONFEA.
    11-NÃO PODERÁ fazer levantamento topográfico, conforme Decisão Normativa n
    47/92 CONFEA.

  15. O q não devia existir é a OBRIGAÇÃO da ART q seria apenas para quem a julgasse útil.
    A burocratização da engenharia já vai avançada e não é só a ART q merece ser relativizada .
    Aprovação de bombeiros e outras que tais é um atalho aberto a corrupções e empreguismo . Tudo com muitas ponderações razoáveis e boas intenções.
    Um projeto assinado ou um contrato é maus q suficiente para garantir responsabilidades . O resto são corporações se auto ajudando em nome do bem público .

  16. Tudo q se transforma numa obrigação normativa se presta a esse tipo de decadência .
    Pouco importa o q se pense do assunto obrigações formais por mais q se pondere sobre suas vantagens a mim me parecem burocrático sem os quais vivíamos até então.
    As coisas realmente úteis não precisam ser obrigatórias

    • Na verdade a obrigação sempre existiu, eu como autor do texto base da norma ABNT NBR 16280 e deste artigo por concidencia, sempre menciono em minhas palestras que a norma trouxe pouquissima novidade, pois nunca se pode retirar parede sem acompanhamento tecnico, realizar trabalho altura sem acompanhamento, alteração de sistemas e por ai vai, a norma somente deixou claro aquilo que o mercado fingia nao saber, o triste agora e ver que por falta de conhecimento de sindico há um mercado de ART genérica, o texto original coibia isto, mas por força das administradoras a norma teve uma edição e se criou esta mafia http://condominioemordem.com.br/16280-reforma/

  17. A ART deve ser emitida pelo profissional que executou o serviço. Se “estão pedindo uma ART”, é sinal que quem realmente executou não é habilitado para tal, e aí precisa de alguém para “emitir o documento que vai legalizar a coisa”.
    Simplificando em uma palavra: CRIME (de falsidade ideológica!)

  18. Eu comprei um apartamento e estou querendo remover literalmente 8 azulejos que vem no modelo básico do imóvel, alguns sobre a pia da cozinha, outros sobre o tanque de lavar roupas e os outros atras do espelho do banheiro….é necessário realmente o condomínio exigir uma ART pra esse tipo de serviço, sendo que não vou colocar azulejos depois, quero apenas retirar os que ja estao lá…e são poucos.

    • Toda lei ou norma insana gera efeitos colaterais, pois, burocratiza a vida e gera onerosidades, sendo assim, dribla-se tais situações com relativização, corrupção e vistas grossa… Se qualquer sindico ficar com frescuras, bastará dizer que necessita averiguar a contabilidade das contas do prédio… rapidinho ele desiste da ideia e vai fingir que nem sabe que tu esta realizando obras no seu apartamento, pois, o sindico ficará preocupado se tu não irá identificar superfaturamento de obras, contratação de parentes, obras desnecessárias ou desvios de valores nas reformas, manutenções e limpeza das áreas em comum do prédio.

  19. Muito bom este artigo, que apresenta a forma correta de assentamento da ART e da valorização do profissional. Eu, sou extremamente chato, quando alguém me pede algo, eu esmiuço tudo, até tirar todas as informações técnicas, que nem sempre se obtém no mesmo dia, leva horas, dias, depois de tudo acertado, vou na obra, ou se é obra de praxe, que já estou cansado de ir, por que tenho memórias de cálculos, não é necessário, a não ser de instalação, ai corro na obra e, claro acerto meus honorários, que antes eu recebo 50% antecipado, do contrário o tempo dispendido para saber as informações perco tudo, perco o serviço, por que primeiro saber do que se trata e analiso a parte técnica, abro no meu pc um arquivo e registro tudo que preciso, só vou na obra ou faço iniciar projeto se o camarada me pagou 50% antecipado, ai eu começo a por o pé na estrada ou fazer o projeto em home office e, depois ir na obra. Geralmente vou até tres vezes, a primeira antecedente a obra, uma durante e uma pós instalação. Toda a minha documentação ao terminar aviso o camarada que me paga o restante, se não peco já fiz isto e nunca mais me pagaram. Ou seja, da ART eu cobro um valor de R$ 150,00 pela emissão dela e gastos de material de escritório, internet, etc. Os honorários são relativos a meu trabalho, que são compactuados com o valor R$ 150,00 ai varia em função do geral, podendo ser tudo por R$ 300,00 isto para quem me dá volume, e visito a empresa todas as semanas para acompanhar fabricação de máquinas, por exemplo, e de obra na construção civil, tenho pessoal contratados que me substituem, assim como técnico de segurança, e sou engenheiro mecânico que projeto produtos metálicos com segurança desde 1983, já é hábito ser correto, mastigar a obra, digerir o interessado e já levei muitos calotes, mas, nunca cancelei ou destrui ART, fica como cartão de visitas, assim um favor a uma empresa, agora em crise, voce ganha o mercado por que voce é decente e honesto, me pagam o que eu combino e fim, nunca vou mais em obras sem receber, por que não pagam. Tudo depende do tipo de obra, do tipo de risco, do tipo de volume, do tipo de pessoa com quem trato, primeiro vejo se a pessoa é idônea, isto já me fiz perder serviços, prefiro do que fazer meia cana, ou meia boca, já aconteceu por azar, não digo que já evite, por que as vezes voce conhece uma pessoa boa, mas, depois ela te azara, não fica de boa, e se ganha em outra obra, é tudo ser serviçal especializado, sem frescuras, sem papos furados, sem mexer com as mulheres dos outros, sem sair da ética, ser polido, educado, gentil, simples, humilde, atencioso, e estar sempre pronto, as vezes os custos de viagem sae no preço do honorário, se faz por merecer, tem gente que paga até mais um pouco, por que vê que voce é profissional, não é omisso, se interessa, se é participativo, se veste a camisa de cara, é outro papo, assim este mundo de quem assina e não vai, isto é de outro planeta, o CREA já me processou e me defendi, provei que sou ciente e decente, arquivaram o processo, por que cuturacam a onça errada, sou decente e honesto.

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