E continuamos esperando…

Li um artigo hoje no jornal que me fez pensar: O que nós estamos esperando para voltar a colocar o Brasil para frente? Veja se concorda comigo:

O artigo dizia que estamos esperando o investimento estrangeiro, que por sua vez está esperando o resultado das eleições. Até a pouco, esperávamos o Brasil vencer a Copa do Mundo. Antes ainda, esperamos o feriado de Finados, ou a Páscoa, ou o Carnaval…

Esperamos pelo cliente querer comprar justo aquilo que estamos acostumados a vender. Esperamos a segunda-feira para ligar para alguém, pois na sexta-feira pode ser que não encontremos ninguém. Esperamos à tarde pois pela manhã pode ser que a pessoa não tenha chegado…

A mudança depende só de nós!

Enquanto a gente ficar esperando alguma coisa acontecer, vamos continuar nesta marcha lenta enquanto o resto do mundo continua indo para frente a todo vapor! 

Não podemos mais esperar que os outros resolvam nossos problemas. Agora é o momento de trabalharmos muito, independente das definições dos outros. As contas não deixarão de vir conforme o político que for eleito. Nem se vier o investimento estrangeiro tanto aguardado. Você vai continuar tendo que pagar os boletos de internet, luz, aluguel, mensalidade do carro, e assim por diante… Você continua tendo que morar em uma casa ou apartamento!

Vamos usar os bons exemplos:

E, devemos aprender como fazem os países europeus, onde cada um cuida de si e do país: Lá, se você jogar papel no chão, qualquer cidadão vai chamar sua atenção, não só a polícia ou o fiscal! Lá, eles preferem comprar produtos fabricados ou produzidos em seu próprio país, vendidos na vizinhança ao invés de grandes produtores! Lá, eles não compram o produto mais barato, e sim o melhor – e que dure mais! Eles preferem mandar arrumar do que jogar fora e comprar outro. 

Estas atitudes podem parecer pequenas, mas no conjunto geram uma sociedade fortalecida, onde o dinheiro roda entre as pessoas do próprio país, de preferencia do próprio bairro ou vizinhança. A busca pelo melhor produto tira do mercado as peças de baixa qualidade, priorizando o bom produtor. A mão de obra para consertar é mais valorizada que o produto descartável, que além de sujar menos o mundo e não esgotar recursos, gera mais oportunidades de trabalho. 

Assim também é na construção civil.

Com isto, cada vez mais vemos países fortalecidos, que tem um grande patriotismo apoiando seu crescimento. Porque aqui no Brasil, um projeto de um arquiteto internacional tem mais valor que um projeto de um arquiteto nacional? Porque valorizamos algo só porque vem de fora? E se é mais caro, deve ser melhor: mas então porque compramos o mais barato, e depois reclamamos que o produto é ruim?

Eles tem um grande respeito pela sua história, pelas suas construções antigas, e orgulho em mantê-las. Se aqui no Brasil, ser proprietário de um bem tombado é uma batata quente, lá eles usam isto a seu favor. Vi museus que se resumem a um ou dois ambientes, e que são visitados e respeitados! Museu do óculos, museu da vestimenta local, entre muitos outros. As construções antigas são mantidas e valorizadas, mantendo-se sua história. 

Vamos atrás da mudança!

Seremos nós a mudar nossas atitudes para que o país avance. Temos que aprender a valorizar o que temos de bom, respeitar e apoiar aqueles que trabalham junto conosco, comprar de modo inteligente ao invés de barato. Contratar o bom arquiteto, contratar uma boa construtora, contratar o bom funcionário, comprar bons materiais, respeitar prazos e normas, enfim, buscar a qualidade ao invés do imediatismo.

Assim, estruturadamente conseguiremos reorganizar nosso país, sem depender de quem será eleito, ou de quem irá investir no país. Concorda comigo?

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