Olá Ligados! Tudo bem com vocês? Nas minhas visitas que faço nas obras e em reuniões de projetistas muito se fala a respeito da Norma de Desempenho, a NBR 15.575, em disciplinas como instalações, vedações…, mas e sobre a questão da execução da estrutura? São poucos os comentários. Então vamos abordar um pouco desse tema neste artigo.

O item 4 da norma traz o destaque sobre o Desempenho Estrutural que diz :

“São considerados na NBR 15575 os estados limites último – ELU (paralisação do uso da construção por ruína, deformação plástica excessiva, instabilização ou transformação da estrutura, no todo ou em parte, em sistema hipostático) e os estados limites de utilização – ELS. Estes implicam no prejuízo/comprometimento da utilização da obra por fissuração ou deformações excessivas, comprometimento da durabilidade da estrutura ou ocorrência de falhas localizadas que possam prejudicar os níveis de desempenho previstos para a estrutura e os demais elementos e componentes da edificação, incluindo as instalações hidros sanitárias e demais sistemas prediais”.

No item 4.1 fala sobre as EXIGÊNCIAS GERAIS DE SEGURANÇA E UTILIZAÇÃO e no item 4.2 – ESTABILIDADE E RESISTÊNCIA DO SISTEMA ESTRUTURAL.

Não vou citar todo o conteúdo desses itens aqui, pois não é o objetivo deste artigo. O que precisamos entender é que a estrutura após executada deve desempenhar as suas funções previstas no projeto de estrutura. São previstas as ações de carregamento como: peso próprio, paredes e revestimentos, sobrecarga de utilização, ação do vento, entre outras.

O quesito Qualidade da Estrutura deve(ria) ser a prioridade principal dos engenheiros, gerentes e diretores. Para isso o profissional deve obter conhecimentos para atuar na gestão e de maneira ativa na PREVENÇÃO de quaisquer erros que possam comprometer o desempenho da estrutura. Principalmente agora nos tempos atuais onde se executa no ritmo de “uma laje por semana” – todo cuidado é pouco para se atingir esse nível de produção. Vejo muitas construtoras “atropelando” muitas etapas importantes do processo de montagem da forma/armação para se atingir essa “marca” deixando para trás pontos importantes da qualidade da estrutura. Vejo também que muitos engenheiros não se envolvem com a causa e acabam deixando a execução da estrutura nas mãos de mestres e encarregados.

Para que esse OBJETIVO seja atingido, não há outra maneira: A ESTRUTURA TEM QUE SER BEM EXECUTADA. Somente assim a estrutura de concreto NÃO DEFORMARÁ ALÉM DO QUE FOI CALCULADO E ESTABELECIDO NO PROJETO, CONTRIBUINDO SUBSTANCIALMENTE NO DESEMPENHO DA ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO MULTIPAVIMENTOS.

Geralmente as patologias dos demais subsistemas (fissuras em alvenaria e revestimento, desplacamento de fachadas, rompimento das tubulações hidros sanitárias, etc.) provêm da má execução da estrutura, onde não houve o cumprimento do básico necessário para atender a qualidade da estrutura.

Enfim, vamos ao que interessa. Afinal o que contribui para o Desempenho da Estrutura? E o que NÃO contribui? Vamos ver alguns exemplos a seguir:

Primeiro vamos ilustrar o que NÃO CONTRIBUI para a NBR 15.575:

ruim

Agora vamos ver a diferença de uma estrutura que atende bem quanto ao desempenho:

bom

Viram só a diferença?

Por isso é importante contratar um bom profissional capacitado, acompanhado de um bom projeto de forma de madeira para executar sua estrutura com qualidade, custo e prazo bem equilibrados! Já sabem quem procurar, certo?

Até a próxima! E desejo uma boa obra a todos!