Quem atua na construção civil brasileira já deve ter pensado, em algum momento: será que essa crise não terá fim? A recessão setorial tem sido pior, inclusive, do que a economia como um todo, gerando desgaste e desesperança entre os profissionais. Difícil pensar em educação continuada nessas horas.

Porém, assim como não há bonança eterna, também não há crise que perdure para sempre em um setor chave para a economia, como é o caso da construção civil. Há riscos mapeados para essa retomada mas há sinais claros de que a recuperação já está em andamento.

E aí surge uma questão relevante: os profissionais e as empresas estarão preparadas para um novo ciclo de expansão dos negócios? O artigo abaixo aponta 5 motivos para você, profissional da construção civil, se preocupar com educação profissional continuada.

1) O desafio da produtividade

Palavra de ordem na agenda setorial, a produtividade passa inexoravelmente pela capacitação de todos os profissionais da indústria da construção, desde a alta gestão até os operários. Infelizmente, nos tempos de boom da construção, a produtividade não melhorou. Prova de que não adianta esperar um momento melhor para começar a pensar nisso.

2) Mercado retraído seleciona melhor empresas e profissionais

Os clientes e as empresas sempre buscam custo baixo, prazo e qualidade – o velho tripé tão mencionado quanto difícil de ser alcançado. Em geral, os dois primeiros itens (custo e prazo) acabam prevalecendo e o terceiro (qualidade) sofre. Quem vai se diferenciar em um mercado retraído? Aquele que conseguir ser competitivo nos três quesitos. E qualidade só existe com treinamento e educação continuada.

3) Mudança cultural do setor

Os avanços do BIM (Building Information Modeling), as determinações da Norma de Desempenho e as crescentes exigências ambientais e de sustentabilidade – seja do Poder Público, dos contratantes ou organismos de financiamento – forçam uma mudança cultural no setor, com a maior valorização do projeto, do refinamento técnico da especificação e de novos parâmetros de avaliação dos ambientes construídos. Alguma dúvida de que isso exige profissionais e empresas mais preparadas? Não tem como deixar de estudar, treinar e capacitar as equipes.

4) Combate à informalidade

Será que o maior concorrente da sua empresa é mesmo outra empresa formalizada? O crescimento da autoconstrução e do chamado “consumo formiga” nas lojas de materiais de construção indicam que a informalidade no setor tem aumentado com a crise. O único antídoto contra a irresponsabilidade técnica é a valorização inegociável da boa engenharia e da boa arquitetura. E isso só ocorre com formação profissional adequada e atualização profissional constante.

5) Treinar antes é sempre melhor

Nos tempos de boom da construção, era comum ouvir que “a correria é tamanha que não dá tempo para pensar em outra coisa a não ser executar e entregar”. Ou, então, “temos que aproveitar ao máximo o momento, pois não sabemos quanto tempo vai durar.” Com a crise, sumiram os recursos para investir em treinamento e/ou educação. Se for sempre assim, dificilmente as equipes serão capacitadas. Por isso, sairá na frente que se capacitar agora, antes do novo ciclo de crescimento ganhar corpo.

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